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Friday, February 7, 2014
Friday, October 7, 2011
Guimaraes Rosa - A terceira margem do rio
"Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa."
(...)
[Eu?]
(...)
"Sou o que não foi, o que vai ficar calado."
ROSA, João Guimarães. “A terceira margem do rio”. In: Primeiras Estórias.José Olympio Editora.
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Thursday, August 5, 2010
Guimarães Rosa - Grande Sertão, Travessias
"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas - e no meio da travessia não vejo! - só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?" (51)
"Ah, siempre hay en mi vida una repetición que me pasó otras veces. Yo atravieso las cosas - ¡y en medio de la travesía no miro! -, entretenido solamente en la idea de los lugares de salida y de llegada. El señor bien lo sabe: uno quiere atravesar un río a nado y lo atraviesa, pero llega a la otra orilla un poco corriente abajo, muy distinto al lugar en el que había pensado antes. ¿Vivir, no es muy peligroso?" (47)
Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"Ah, il y a une répetition, qui constamment se reproduit plusieurs fois dan ma vie. Je traverse les choses - et au milieu de la traversée je reste aveugle! - uniquement occupé par la pensée des endroits par où entrer et sortir. Vous le savez de reste: on veut passer une rivière à la nage, et on passe; mais on se retrouve à un endroit sur l'autre rive beaucoup plus en aval, bien différent de ce qu'on avait pensé en premier. Vivre n'est-il pas très dangereux?" (50)
Tradução: Maryvonne Lapouge-Pettorelli
"Ah, c'è una ripetizione, che in altre circostanze si è sempre verificata nella mia vita. Quando passo attraverso le cose - e in mezzo alla traversia non vedo! - sono tutto preso dal pensiero dei posti di partenza e di arrivo. Vossignoria sa bene: uno vuol passare un fiume a nuoto, e lo passa; ma tocca l'altra sponda in un punto assai piú in basso, ben diverso da quello che in un primo tempo aveva pensato. Vivere non è forse molto pericoloso?" (32)
Tradução: Edoardo Bizzarri
"Ah, il y a une répetition, qui constamment se reproduit plusieurs fois dan ma vie. Je traverse les choses - et au milieu de la traversée je reste aveugle! - uniquement occupé par la pensée des endroits par où entrer et sortir. Vous le savez de reste: on veut passer une rivière à la nage, et on passe; mais on se retrouve à un endroit sur l'autre rive beaucoup plus en aval, bien différent de ce qu'on avait pensé en premier. Vivre n'est-il pas très dangereux?" (50)
Tradução: Maryvonne Lapouge-Pettorelli
"Ah, c'è una ripetizione, che in altre circostanze si è sempre verificata nella mia vita. Quando passo attraverso le cose - e in mezzo alla traversia non vedo! - sono tutto preso dal pensiero dei posti di partenza e di arrivo. Vossignoria sa bene: uno vuol passare un fiume a nuoto, e lo passa; ma tocca l'altra sponda in un punto assai piú in basso, ben diverso da quello che in un primo tempo aveva pensato. Vivere non è forse molto pericoloso?" (32)
Tradução: Edoardo Bizzarri
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Sunday, July 4, 2010
Grande Sertão - Guimarães Rosa
"Por mim, só, de tantas minúncias, não era o capaz de me alembrar, não sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria a boca; mas era um delém que me tirava para ele - o irremediável extenso da vida." (45)
"Por mí, sólo, de tantas minucias, no era capaz de acordarme, no soy de pararme por poca cosa; pero la nostaliga hace que me acuerde. Como si fuera hoy. Diadorim me dejó su rastro en todas esas quisquilleces de la naturaleza. Bién que lo sé. Sonido como el de los sapos que sollozan. Diadorim, serio y duro, tan bonito en el relumbre de las brasas. Cassi no abríamos la boca, pero era un tilín que me tiraba hacia él - la irremediable extensión de la vida." (42)
"Di per me, solo, tante minuzie, no sarei capace di ricordarle, non sono tipo da far caso alle piccole cose; ma la nostalgia mi fa ricordare. Como fosse oggi. Per me, Diadorim ha messo la sua impronta per sempre in tutte queste quisquilie della natura. Lo so bene. Il suono imbronciato dei rospi. diadorim, serio serio, cosí bello, nel barbaglio delle braci. Quasi non aprivamo bocca; ma era qualcosa al di là di noi che mi attirava verso di lui - l'irrimediabile estensione della vita." (27)
"Por mí, sólo, de tantas minucias, no era capaz de acordarme, no soy de pararme por poca cosa; pero la nostaliga hace que me acuerde. Como si fuera hoy. Diadorim me dejó su rastro en todas esas quisquilleces de la naturaleza. Bién que lo sé. Sonido como el de los sapos que sollozan. Diadorim, serio y duro, tan bonito en el relumbre de las brasas. Cassi no abríamos la boca, pero era un tilín que me tiraba hacia él - la irremediable extensión de la vida." (42)
Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"Di per me, solo, tante minuzie, no sarei capace di ricordarle, non sono tipo da far caso alle piccole cose; ma la nostalgia mi fa ricordare. Como fosse oggi. Per me, Diadorim ha messo la sua impronta per sempre in tutte queste quisquilie della natura. Lo so bene. Il suono imbronciato dei rospi. diadorim, serio serio, cosí bello, nel barbaglio delle braci. Quasi non aprivamo bocca; ma era qualcosa al di là di noi che mi attirava verso di lui - l'irrimediabile estensione della vita." (27)
Tradução: Edoardo Bizzarri
"De moi-même, seul, je ne serais pas capable de me rappeler toutes ces minuties, je ne suis pas le genre à m'arrêter à un détail; mais la nostalgie me les rappelle. Comme si c'était aujourd'hui. Diadorim m'a pour toujours dé posé son empreinte dans ces toutes petites choses de la nature. Je sais comment je sais. Et comment le son que faisaient les crapauds rendait triste. Diadorim, dur sérieux, si joli, dans le reflet des braises. On n'ouvrait quasiment pas la bouche; mais c'était un appel qui me halait vers lui: l'irrémediable illimité de la vie." (44)
Tradução: Maryvonne Lapouge-Pettorelli
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Friday, January 15, 2010
Whatever Happened to Dulce Veiga - Caio Fernando Abreu
"The first time I saw Dulce Veiga, and there were only two times, she was sitting in a green velvet armchair. A bergère, although in those days I didn't even know that was what they were called. I knew so little of anything in those days that, later, when I tried to describe it in my mind and on paper, I said that it was one of those classic armchairs, with a high back and something like two wings jutting out at the height of the head of the person sitting. for some reason, even today, when I think of it, I also inevitably think of a black and white movie from the forties or early fifties."
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Saturday, December 12, 2009
Fotografia - Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
Inventário do Ir-remediável (1995)
Inventário do Ir-remediável (1995)
Sentada aqui, desde não sei quando, olho à esquerda, olho em frente, em cima olho quase tonta de não encontrar, olham também da mesa ao lado, já perguntei as horas duas vezes, não, três, o cara respondeu direito da primeira vez, da segunda me olhou oblíquo, na terceira comentou qualquer coisa com a mulher, deve ter dito coitada, levou o bolo, me dá nojo, não exatamente nojo, que é uma coisa de estômago que se derrama viscosa pelos outros, atingindo tudo em torno, esverdeada, não, nem ódio, que é grande demais, não cabe dentro de mim, da minha arquitetura frágil de mulher magra, as pernas finas suportando não sei como os ombros e o tamanho dos olhos, o ódio seria demais, eu tropeçaria toda atrapalhada com meu próprio peso, a raiva é mais mansa e eu me sinto capaz de suportá-la, a raiva cabe em mim porque não permanece, e as coisas só adentram em mim quando podem escapar em seguida, eu sufoco, sei bem, sufoco e quase esmago as coisas, as gentes também, apenas ultrapassam numa, rapidez de quem não olha para trás e vai seguindo em frente, fraca demais para ser barreira, transparente, porosa feito cortina de fumaça, não, não exata mente, a fumaça ao menos faz os olhos ficarem vermelhos, provoca tosse, eu não consigo abalar ninguém, um plástico, material sintético, teve pena certa, eu não quero que tenham pena de mim, dói mais que tudo os outros olhando de cima, constatando a fraqueza nossa, a nossa inferioridade, quero que me olhem do mesmo plano, se ele quer comentar alguma coisa com sua companheira que diga lembra? Uma vez que eu também esperei por você assim, você não vinha, não vinha nunca, eu fumava, eu bebia, eu esperava e você não vinha, mas acabou vindo e está aqui, agora, vendo uma moça que espera como eu esperei você naquele dia, parece que daqui a pouco ele vai me dizer as horas sem eu perguntar, não como se estivesse se dobrando num jeito de amigo, mas como se me agredisse lançando a espera inútil no meu rosto, esqueci completamente as horas, não sei se estou aqui desde ontem, desde sempre, parece que já choveu, já fez vento e garoa, que o amarelo das folhas sobre a calçada é do outono passado, não deste, parece que já é inverno gelando a gente por dentro, que o verão pesa nas pálpebras tornando lentos os gestos, dessa preguiça no andar como se a cada instante agente morresse, mas esse salto por dentro é primavera impulsionando para um verde renascido, garoa morna, fina, quieta nesse jeito de colocar os olhos longe, um longe despido de barreiras, ah essa toalha azul axadrezada de branco, o círculo úmido do copo onde uma mosca se debate, a minha bolsa, o maço quase vazio de cigarros, duas garrafas vazias de coca-cola, o cinzeiro cheio de pontas, essa música indefinida machucando por dentro, como se estivesse desde sempre aqui, escorregando devagar, as notas feito pingos de chuva na vidraça abaixada, vontade de dizer um palavrão, esses dois me olhando, assim, gozando, rindo da minha espera, mesmo o garçom de paletó branco, um dente de ouro na frente, vai escurecendo, trinta e duas tábuas no teto, gente saindo, passando, tivesse ao menos um jornal para disfarçar, não adianta, que horas serão, meu Deus, não quero perguntar outra vez, vai ficar muito evidente, já mudei mil vezes de posição na cadeira, não encontro o jeito, seria necessário um jeito específico de esperar, é medo o que eu tenho? Não sei, de repente me encolho toda; um movimento interior de defesa eriçado por um sentimento que desconheço, da mesa ao lado eles levantam, vão saindo, indo embora lentos, o garçom desaparece ao lado do balcão, começa a anoitecer, todos os relÓgios estão parados, não sei se é ontem, se hoje ou amanhã, se é sempre, se nunca mais, estou solta aqui, completamente só, não há relógios, não há relógios e o tempo avança liberto, sem fronteiras nem limitaçÕes, uma bola de arame farpado, o sentimento vai se adensando em mim, transborda dos olhos, das mãos, sai pela boca em forma de fumaça, sinto meus lábios ressequidos, machucados, o gosto amargo, a bola cresce estendendo tentáculos, no meio dela eu me encolho cada vez mais, presa num círculo que cresce até explodir na vontade contida de gritar bem alto, bem fundo, rouca, exausta, correndo, esmagando as folhas de um outro outono, de um outro tempo, ainda este, o tempo, o outono, a tarde, o mundo, a esfera, a espera em que estou para sempre presa.
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Caio Fernando Abreu
Saturday, November 21, 2009
Milton Hatoum - Dois Irmãos I
"Domingas, a cunhatã mirrada, meio escrava, meio ama, 'louca para ser livre', como ela me disse certa vez, cansada, derrotada, entregue ao feitiço da família, não muito diferente das outras empregadas da vizinhança, alfabetizadas, educadas pelas religiosas das missões, mas todas vivendo nos fundos da casa, muito perto da cerca ou do muro, onde dormiam com seus sonhos de liberdade." (50)
-- Dois Irmãos é um livro forte. A prosa de Hatoum é desconcertante: desenhando com palavras as cores e os cheiros de uma Manaus que já não existe mais; escrevendo a estória de uma família e ponteando o esgarçar das vidas, com o tempo. O fim de um ciclo. De imigrantes e curumins misturados ao cheiro de mercadoria mofando no depósito, um Líbano desaparecido, junto com as gentes, e as coisas ao seu redor.
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Milton Hatoum
Saturday, November 7, 2009
Drummond I - Liquidação
"A casa foi vendida com todas as lembranças
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em via de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado sua vista do mundo
seus imponderáveis
por vinte, vinte contos."
LIQUIDAZIONE
Tradução: Antonio Tabucchi
La casa è stata venduta con tutti i ricordi
tutti i mobili tutti gli incubi
tutti i peccati commessi o in procinto di essere
[ commessi
la casa è stata venduta col suo sbattere di porte
col suo vento incanalato la sua vista sul mondo
i suoi imponderabili
per venti, venti soldi.
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Carlos Drummond de Andrade
Saturday, October 24, 2009
Guimarães Rosa en español
Gran Sertón: Veredas
Publicado en Argentina: junio de 2009
Publicado en Argentina: junio de 2009
"Le explico: el diablo rige dentro del hombre, en las asperezas del hombre - o es el hombre arruinado, o el hombre de los reveses. Suelto, por sí, ciudadano, no hay diablo alguno. ¡Ni unito, es lo que le digo! ¿Concuerda? Sea franco conmigo: es alta merced que me hace; pedir eso puedo, encarecidamente."
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
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Saturday, September 5, 2009
grande sertao xv
"Falar com o estranho assim, que bem ouve e logo longe se vai embora, é um segundo proveito: faz do jeito que eu falasse mais mesmo comigo. Mire veja: o que é ruim, dentro da gente, a gente perverte sempre por arredar mais de si. Para isso é que o muito se fala?" (39)
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Friday, September 4, 2009
grande sertao xii
"Porque, nos gerais, a mesma raça de borboletas, que em outras partes é trivial regular - cá cresce, vira muito maior, e com mais brilho, se sabe; acho que é do seco do ar, do limpo, desta luz enorme." (28)
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grande sertao xi
"Por esses longes todos eu passei, com pessoa minha no meu lado, a gente se querendo bem. O senhor sabe? Já tenteou sofrido o ar que é saudade? Diz-se que tem saudade de idéia e saudade de coração..." ''(26)
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grande sertao x
"Lá gêia até em costas de boi, até nos telhados das casas. Ou no Meãomeão - depois dali tem uma terra quase azul. Quen não que o céu: esse é céu-azul vivoso, igual um ovo de macuco. Ventos de não deixar se formar orvalho... Um punhado quente de vento, passante entre duas palmas de palmeira... Lembro, deslembro." (26)
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grande sertao ix
"Lua de com ela se cunhar dinheiro. Quando o senhor sonhar, sonhe com aquilo." (26)
"Luna de con ella acuñar dinero. Cuando el señor sueñe, sueñe con eso." (39)
"Luna de con ella acuñar dinero. Cuando el señor sueñe, sueñe con eso." (39)
Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"Une lune telle qu'on en frapperait du bel argent. Quand vous rêverez, rêvez de ces choses." (41)
Tradução: Maryvonne Lapouge-Pettorelli
"Una luna de coniarci danaro. Quando vossignoria sognerà, quello deve sognare." (25)
Tradução: Edoardo Bizzarri
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Grande Sertao viii
"Bem-querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em diadorim, penso também - mas Diadorim é a minha neblina..." (24)
"El buenquerer de mi mujer fue que me ayudó, sus rezos, gracias. Amor viene de amor. Digo. En Diadorim también pienso, pero Diadorim es mi neblina..." (38)
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"El buenquerer de mi mujer fue que me ayudó, sus rezos, gracias. Amor viene de amor. Digo. En Diadorim también pienso, pero Diadorim es mi neblina..." (38)
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
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grande sertao vii

"Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar." (16)
"Vivir es muy peligroso... Querer el bien con demasiada fureza, de forma equivocada, puede estar ya siendo querer el mal, para empezar." (31)
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
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grande sertão vi
"Há-de, não me dê crime, sei que não foi. E mal eu não quis. Só que uma pergunta, em hora, às vezes, clarêia razão de paz." (8)
"¡Ah, ya sé, no se me enoje, sé que no fue usted! Y no buscaba pelea. Sólo que una pregunta, en el momento indicado, a veces, alumbra razón de paz." (24)
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"¡Ah, ya sé, no se me enoje, sé que no fue usted! Y no buscaba pelea. Sólo que una pregunta, en el momento indicado, a veces, alumbra razón de paz." (24)
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
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grande sertão v
"Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos.." (8)
"¡Qué tontería! Lugar sertón se ensancha: es donde los pastos no tienen límite..."
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
"¡Qué tontería! Lugar sertón se ensancha: es donde los pastos no tienen límite..."
- Tradução: Florencia Garramuño y Gonzalo Aguilar
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